Petróleo fecha em alta com redução na oferta e dólar mais fraco

Os contratos futuros do petróleo fecharam a sessão em terreno positivo nesta quarta-feira, impulsionados pela redução de fornecimento de gás natural da Rússia a zona do euro e pelo dólar mais fraco no exterior, após a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), que aumentou os juros dos Estados Unidos em 0,75 ponto percentual.

O contrato do petróleo Brent para outubro – a referência global da commodity – fechou a sessão em valorização de 2,2%, a US$ 101,67 por barril, enquanto o do WTI americano para o mesmo mês avançou 2,4%, a US$ 97,26 por barril. O índice DXY, que normalmente tem correlação negativa com os preços da commodity, operava em queda de 0,57% por volta do fechamento do petróleo, a 106,570 pontos.

Os estoques americanos de petróleo caíram 4,52 milhões de barris na semana encerrada no dia 22 de julho, para 422,08 milhões de unidades, de acordo com dados divulgados hoje pelo Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês). A queda superou com folga a expectativa dos analistas consultados pelo “The Wall Street Journal”, de queda de 700 mil barris no período.

Os estoques de gasolina, por sua vez, recuaram 3,30 milhões de barris, com a queda também superando com folga a expectativa, que era de recuo de 100 mil unidades. Os estoques de gasolina dos EUA totalizaram 225,13 milhões de barris na semana passada.

“Não há outra maneira de olhar para os preços da energia hoje e não ter uma perspectiva otimista”, afirmou Tariq Zahir, analista da Tyche Capital Advisors, que acredita que o WTI também atingirá o nível de US$ 100 no curto prazo .

Os temores sobre o fornecimento de energia à Europa também prejudicam a confiança dos investidores. Ontem, a UE anunciou um acordo para reduzir voluntariamente a demanda por gás natural em 15% entre agosto deste ano a março de 2023, na comparação com o consumo dos últimos cinco anos. A decisão segue na esteira do anúncio feito pela estatal russa Gazprom, de que reduzirá o fornecimento de gás para a Europa, por meio do gasoduto Nord Stream 1, a 20% da produção máxima – dos 40% atuais -, citando a manutenção de uma turbina como motivo para a redução. Segundo a companhia, a mudança no fornecimento iria acontecer hoje.

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FeCombustíveis
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