Petrobras diz que preços precisam ser comparáveis com o mercado internacional

O diretor de comercialização e logística da Petrobras, Cláudio Mastella, saiu hoje em defesa da política de preços de combustíveis da companhia, baseada na paridade de importação (PPI), e disse que os valores precisam ser realistas, atrelados ao câmbio e à cotação do petróleo.

“No mercado de petróleo e derivados, a competição é global. Não adianta imaginar que o Brasil é isolado do mundo”, afirmou, durante participação em evento on-line promovido pelo site epbr.

Ele defendeu que o mercado brasileiro depende hoje das importações de derivados, o que justifica a necessidade de que os preços internos respondam às variações dos preços do petróleo.

“O segmento de refino precisa ser remunerado em qualquer lugar do mundo. O refinador brasileiro precisa ter condições de investir e a única fonte de receitas é a da venda de derivados”, comentou.

De acordo com Mastella, a defasagem dos preços domésticos para a paridade internacional traz riscos de desabastecimento.

“O segundo efeito é desestimular atividade de refino, Com o tempo isso significa menos investimento, mais sucateamento das refinarias e mais importação a médio e longo prazos”.

O diretor da Petrobras destacou que a empresa tem optado por reduzir a frequência dos reajustes, de forma a não repassar as volatilidades ao mercado doméstico. “Mas repassamos mudanças de patamares de preços”, disse.

Mastella também alegou que a Petrobras não tem poder de decisão sobre o preço final. “Somos atores muito importantes, sem dúvida, mas o mercado hoje já é bastante aberto e tem competição”, disse.

A diretora do Departamento de Combustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Marisa Barros, também defendeu o alinhamento dos preços internos à paridade de importação.

“No Brasil, os preços são livres, definidos pelos agentes econômicos. Os fundamentos estão na Lei de Petróleo e da liberdade econômica. Não há tabelamento ou autorização prévia do governo para reajustes dos preços dos combustíveis”, comentou.

Ela destacou que, desde que a Petrobras passou a trabalhar com o PPI como referência, o mercado ganhou novos atores. A diversificação no fornecimento primário, segundo a diretora, tem reflexos na cadeia de distribuição, já que, no período, houve uma redução da concentração no setor.

Fonte
BiodieselBR
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