Governo deve reduzir mistura de biodiesel para B10 ou B11

Incomodado com a direção que os preços do biodiesel estavam tomando no L79, o governo está considerando promover um novo corte temporário na mistura obrigatória. A única dúvida é o tamanho. Durante uma reunião realizada na quarta-feira (07) foram fechadas duas propostas: uma defendida por membros do governo que retrocede a mistura para o B10 e outra, que tem a simpatia dos fabricantes, que limita a redução ao B11.

A decisão final sobre o caminho a ser seguido deve ser tomada ainda hoje por um grupo de avaliação composto por membros de alto escalão. A redução na mistura é vista por Brasília como fundamental para restringir possíveis impactos negativos sobre a economia e, dessa forma, destravar a continuidade do Leilão 79.

O certame foi paralisado nessa última terça-feira (06) – menos de meia hora depois de sua abertura – a pedido do Ministério de Minas e Energia (MME). Oficialmente, não foram dadas explicações dos motivos que levaram ao congelamento.

Impasse

Uma fonte que esteve na reunião de ontem, contudo, confirmou o que o setor já suspeitava: o que preocupa o governo é o impacto que a alta no valor do biodiesel poderia teria na composição do preço final do óleo diesel. Grupos de caminhoneiros insatisfeitos com as altas contínuas nos combustíveis vêm sinalizando que podem repetir o movimento grevista de 2018.

Pelas contas do governo, se o preço médio do biodiesel no fechamento do leilão ficar em torno dos R$ 6.000,00 o impacto o litro do diesel seria de aproximadamente 12 centavos. Antes do L79 ser paralisado, contudo, o biodiesel estava sendo negociado por inéditos R$ 7.028,51 por m³.

Esse aumento coincidiria ainda com o fim da vigência do decreto que zerou a cobrança de PIS e Cofins sobre o óleo diesel.

Proposta conservadora

A redução para B11 ou B10 podem ser consideradas as soluções mais conversadoras.

Ainda segundo a mesma fonte que acompanhou a reunião de ontem, o governo chegou a considerar cortes ainda maiores no teor de biodiesel – B6 ou B4 – e, até mesmo, acabar de vez com o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB).

Essas ideias só acabaram descartadas porque os ministros Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Tereza Cristina (Agricultura) se posicionaram contra.

Fonte
BiodieselBR
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