Petrobras avalia adiar manutenções para evitar risco de desabastecimento de diesel

A Petrobras avalia um pedido da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para adiar as manutenções programadas nas refinarias da estatal pelo país, previstas para o segundo semestre. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (13) à CNN pela própria estatal, que analisa a proposta, a partir das condições operacionais e de integridade das refinarias.

A medida proposta pela ANP pretende evitar que o país enfrente algum tipo de risco de desabastecimento de diesel. Isto porque o Brasil não produz o combustível em quantidade suficiente para atender à demanda do mercado interno e precisa importá-lo, mas os estoques estão baixos nos principais centros internacionais, o que tem elevado custos.

No fim de maio, foi tornada pública uma carta enviada pelo presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, dirigida ao diretor-geral da ANP, Rodolfo Saboia, na qual o executivo da estatal mencionava “elevado risco de desabastecimento de diesel no mercado brasileiro no segundo semestre de 2022”.

Em seis de junho, durante a posse de novos membros da diretoria colegiada da ANP, Saboia afirmara que: “O abastecimento de derivados é hoje um desafio global. Na ANP, temos trabalhado com muito afinco para honrar o nosso compromisso com a sociedade, de garantir o abastecimento e proteger os interesses dos consumidores. Por outro lado, as preocupações com a segurança energética reforçam o nosso posicionamento estratégico de aumentar a atratividade brasileira como produtor de petróleo e gás natural”.

No ano passado, o país importou 23,24% do diesel utilizado no país, de acordo com dados da ANP. Além de ser utilizado para o transporte de veículos pesados, como ônibus e caminhões que escoam mercadorias de todos os tipos pelo país, o produto também é empregado na geração de energia termelétrica em usinas antigas do país e em geradores privados, como os utilizados em hospitais.

A Petrobras está na iminência de viver um momento de transição. Dia nove de junho a empresa confirmou ter recebido um ofício, do Ministério de Minas e Energia, com os nomes de dez indicados do governo, controlador da empresa, para o Conselho de Administração da empresa. Entre eles, estão os nomes de Caio Mário Paes de Andrade, para a presidência da companhia, e de Gilenio Gurjão Barreto, para a presidência do Conselho de Administração.

Agora, os indicados aguardam a marcação de uma Assembleia Geral Extraordinária, que deverá elegê-los. A assembleia ainda não foi marcada e precisa ser convocada com antecedência mínima de 30 dias. Até lá, a estatal seguirá comandada por Ferreira Coelho.

Fonte
BiodieselBR
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