Petróleo fecha em alta com relatos de novas sanções contra exportações russas

Os contratos futuros do petróleo fecharam a sua terceira sessão consecutiva em alta, impulsionados por relatos ainda não confirmados de que a União Europeia (UE) estaria elaborando planos para banir importações de petróleo da Rússia.

O contrato do petróleo Brent para junho – a referência global – fechou em alta de 2,68%, a US$ 111,70 por barril na Ice, em Londres, e o do petróleo WTI americano para maio subiu 2,58%, a US$ 106,95 por barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York. Na semana, o Brent acumulou fortes ganhos de 13,67%, e o WTI subiu 8,84% no período.

Ambas as referências do petróleo operavam em queda mais cedo, com os investidores realizando lucros após duas sessões de fortes altas, em meio aos receios em torno das negociações entre a Rússia e a Ucrânia, que chegaram a um impasse nesta semana. Os preços voltaram a subir, porém, com receios de novas sanções contra as exportações russas de energia.

A UE tem relutado em proibir o petróleo russo, já que alguns dos seus países-membros são altamente dependentes das importações de energia vinda da Rússia. Ao mesmo tempo, grandes companhias europeias também planejam reduzir as compras de petróleo e combustível das empresas petrolíferas da Rússia.

“Muitas companhias já se auto-sancionaram em um esforço de limitar a sua exposição ao país”, disse o BofA Global Research em nota. “Estas ações tiveram um efeito significativo sobre os preços do petróleo, dado o papel da Rússia no mercado global de petróleo”.

Além da elevação dos temores sobre a oferta da commodity, a expectativa de demanda também subiu nos últimos dias, em meio a sinais de que a demanda chinesa pode estar retornando à medida que o governo do país alivia as restrições relacionadas à pandemia.

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FeCombustíveis
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