Estados Unidos vão usar 15 milhões de barris de petróleo adicionais de suas reservas

Os Estados Unidos farão uso de 15 milhões de barris adicionais de suas reservas estratégicas para tentar conter os preços do petróleo e o presidente americano, Joe Biden, não descarta recorrer a mais, disse nesta terça-feira (18) um funcionário do governo.

Esta nova injeção, que será executada em dezembro, constitui a última parte do programa que o presidente americano anunciou na primavera e que previa a liberação de um total de 180 milhões de barris para fazer frente aos altos preços dos combustíveis, resultantes da invasão russa da Ucrânia.

A notícia, reportada nesta terça por vários veículos de comunicação americanos durante o dia, derrubou as cotações do petróleo.

Em Nova York, o barril de West Texas Intermediate (WTI) para entrega em novembro fechou em queda de 3,08%, a 82,82 dólares.

“O presidente deu instruções ao Departamento de Energia para estar pronto para vender mais (petróleo das reservas) neste inverno, se for necessário, por conta da Rússia ou de outras ações que perturbem o mercado”, disse o funcionário do governo à imprensa.

Paralelamente, o presidente americano planeja pôr em marcha um mecanismo para repor as reservas estratégicas no longo prazo.

O governo americano vai começar a comprar petróleo cru quando o preço do barril WTI cair a uma faixa de 67 a 72 dólares (dos 82 dólares atuais).

A administração Biden planeja negociar contratos de recompra a um preço acordado de antemão, mediante leilão, o que limitará os riscos associados à volatilidade dos preços, segundo o funcionário.

Desde o início de setembro de 2021, os Estados Unidos lançaram mão de mais de 212 milhões de barris das reservas estratégicas, que estão em seu nível mais baixo desde junho de 1984.

Biden também pediu às petroleiras que “repassem de imediato os preços mais baixos da energia aos clientes”, segundo o funcionário.

“Manter os preços altos quando os custos estão caindo é inaceitável”, insistiu.

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GZH
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