A Rússia caminha para prolongar as restrições às exportações de diesel, em meio à continuidade dos ataques ucranianos contra refinarias e à persistência das preocupações com o abastecimento doméstico. Embora a extensão das medidas ainda não tenha sido oficialmente confirmada, A mídia Russa Vedomosti informou que o governo deverá manter as limitações para preservar a oferta interna de combustíveis, após meses de interrupções no parque de refino e episódios de escassez em diferentes regiões do país.

Os argumentos para a manutenção das restrições foram reforçados por novos ataques à infraestrutura energética russa. Nesta semana, um incêndio foi registrado na refinaria de Yaroslavl após um ataque com drones, somando-se aos danos acumulados em outras unidades importantes atingidas nos últimos meses, como NORSI, Perm e Novoshakhtinsk. Os ataques têm reduzido a capacidade de processamento de petróleo e dificultado a recuperação da produção de combustíveis, principalmente diesel, produto que permanece sob forte pressão tanto no mercado russo quanto internacional.

Apesar de uma recuperação parcial das exportações de combustíveis em agosto, os embarques russos seguem muito abaixo dos níveis observados há um ano. Segundo dados citados pelas fontes, as exportações ainda permanecem cerca de 50% inferiores às registradas no mesmo período de 2025. A combinação entre ataques recorrentes a refinarias, oferta doméstica apertada e exportações reduzidas reforça a expectativa do mercado de que Moscou mantenha por mais tempo as restrições ao diesel como forma de garantir o abastecimento interno e estabilizar o mercado local de combustíveis.

 

Diesel Economics | 18/09/2026