Os preços do petróleo recuaram na sexta-feira após surgirem informações de que a China, atendendo a um pedido da Arábia Saudita, procurou o Irã para tentar limitar as ações dos rebeldes houthis contra a infraestrutura petrolífera saudita. A iniciativa alimentou expectativas de redução das tensões em uma região estratégica para o abastecimento global de energia, levando o mercado a realizar parte dos ganhos acumulados nas últimas semanas.
Apesar da queda, os fundamentos do mercado continuam apontando para um cenário de oferta apertada. Os ataques recentes à infraestrutura energética saudita danificaram estações de bombeamento do oleoduto Leste-Oeste, rota essencial para exportações que evitam o Estreito de Ormuz. Além disso, embarques de petróleo a partir do terminal de Yanbu foram afetados, enquanto parte das entregas para refinarias europeias teria sido suspensa. Ao mesmo tempo, o tráfego marítimo em Ormuz permanece muito abaixo dos níveis normais, reforçando as preocupações sobre a capacidade de escoamento do petróleo do Oriente Médio.
O impacto da crise tem sido ainda mais evidente no mercado de derivados. Analistas destacam que o principal problema atual não é apenas a disponibilidade de petróleo bruto, mas a limitação da capacidade global de refino. Os efeitos da guerra envolvendo o Irã, somados aos ataques ucranianos contra refinarias russas e às interrupções operacionais em refinarias de outros países, mantêm o mercado de diesel particularmente pressionado. Nos Estados Unidos, os preços do diesel seguem em níveis recordes, refletindo a dificuldade de reposição dos estoques e a menor disponibilidade do produto no mercado internacional.
Adaptado Diesel Economics | 18/09/2026 16:00 | Reuters