A OPEP+ deve manter inalterada sua política de produção para outubro na reunião deste domingo, após concluir neste mês a reversão de uma camada de cortes voluntários que retirava 1,65 milhão de barris por dia do mercado. A decisão deve marcar uma pausa nos aumentos mensais de produção adotados ao longo do ano, enquanto o grupo passa a concentrar sua atenção nas negociações das cotas para 2027. Apesar das elevações previstas nas metas, a produção efetiva de alguns membros ficou abaixo dos níveis planejados devido às interrupções nas exportações provocadas pelos conflitos no Irã, Rússia e Cazaquistão.

O grupo ainda mantém outra camada de cortes, de cerca de 2 milhões de barris por dia, válida para a maior parte dos 21 integrantes até o fim de 2026. Paralelamente, a OPEP+ realiza uma revisão da capacidade de produção de seus membros, que servirá de base para definir as novas cotas de 2027. O relatório elaborado pela consultoria DeGolyer and MacNaughton deve ser entregue à OPEP no fim de setembro, abrindo caminho para negociações potencialmente difíceis, especialmente porque países como o Iraque pressionam por cotas maiores para refletir o aumento de sua capacidade produtiva.

A guerra entre Estados Unidos e Irã também reduziu a influência da OPEP+ sobre os preços do petróleo, já que as interrupções nas exportações pelo Estreito de Ormuz passaram a ter um peso maior sobre o equilíbrio do mercado do que as decisões de oferta do grupo. Nesse cenário, uma eventual pausa nos aumentos de produção em outubro representaria uma postura mais cautelosa da organização enquanto avalia os impactos dos conflitos sobre os fluxos internacionais e prepara a definição das novas bases de produção para 2027.

 

Adaptado Diesel Economics | 03/09/2026 | Reuters