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Shell e Cosan buscam novos sócios para a Raízen

A Shell busca um novo sócio para participar da capitalização da Raízen ao lado da Cosan, com o objetivo de evitar elevar sua participação acima de 50% e, assim, não consolidar a dívida bilionária da empresa em seu balanço global. A multinacional estaria disposta a aportar cerca de R$ 3,5 bilhões, enquanto a Cosan contribuiria com R$ 1 bilhão e seu fundador, Rubens Ometto, com mais R$ 500 milhões. A Shell já sondou potenciais interessados, incluindo a japonesa Mitsui, que não avançou nas negociações.

O ambiente com credores se deteriorou nos últimos dias. Bancos locais e estrangeiros, além de detentores de títulos, afirmam não estar participando ativamente das discussões sobre a estrutura de capitalização e defendem uma injeção total entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões para reequilibrar a estrutura financeira. A dívida líquida da Raízen somava R$ 53,4 bilhões ao fim do segundo trimestre do ano-safra 2025/2026, sendo aproximadamente R$ 27 bilhões em títulos emitidos no exterior. Credores relatam desconforto com a falta de coordenação e enviaram cartas cobrando solução urgente.

Entre as alternativas discutidas está uma possível cisão da companhia, proposta que pode ser considerada pelos credores desde que negociada de forma estruturada. O BTG Pactual, que se tornou sócio da Cosan no ano passado, tem liderado as iniciativas para encontrar uma solução, incluindo um modelo no qual ficaria com o braço de distribuição, ideia que gerou resistência entre bancos e investidores em dívida. Até o momento, Shell e Cosan não comentaram oficialmente as negociações.

Adaptado Diesel Economics | 27/02/2026

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Estadão
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