MercadoNotícias
Tendência

Refinarias chinesas cancelam cargas russas após novas sanções dos EUA

Refinarias chinesas estão cancelando pedidos de petróleo russo e adotando postura cautelosa após as últimas sanções impostas pelos Estados Unidos ao setor energético da Rússia, informou a Bloomberg. Entre as empresas que suspenderam compras estão gigantes estatais como Sinopec e PetroChina, além das independentes conhecidas como “teapots”, que temem penalidades por violar as restrições.

Segundo estimativas da Rystad Energy, cerca de 45% das importações chinesas de petróleo russo foram afetadas, o que equivale a aproximadamente 400 mil barris por dia. Com isso, o preço do petróleo russo caiu ainda mais, com o tipo Urals sendo negociado a US$ 57,99 por barril no fim da semana passada. O blend ESPO, preferido pela China, também sofreu desvalorização após os cancelamentos.

A Rússia se tornou o maior fornecedor individual de petróleo para China e Índia nos últimos três anos, graças aos descontos oferecidos em meio às sanções ocidentais. Agora, ambos os países buscam alternativas, embora a Índia enfrente maiores dificuldades devido à dependência de importações para 85% de seu consumo.

Para reduzir riscos, refinarias indianas também estão evitando novos contratos com fornecedores russos. A substituição completa do petróleo russo, porém, deve elevar custos, já que outras opções no mercado são mais caras.

A China, por sua vez, tem se preparado para cenários de restrição, acumulando estoques e ampliando sua capacidade de armazenamento. O país planeja construir 11 novos terminais até 2026, com capacidade total de 169 milhões de barris.

Adaptado Diesel Economics | 03/11/2025

Fonte
oil price
Etiquetas
Mostrar mais
Botão Voltar ao topo
Fechar