
A Raízen apresentou uma nova proposta aos credores em meio às negociações para reestruturar uma dívida de cerca de R$ 65 bilhões, incluindo a possibilidade de levantar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5 bilhões em novos recursos. O plano se soma aos R$ 4 bilhões já comprometidos por Shell e pelo empresário Rubens Ometto, embora ainda não esteja claro de onde virá o capital adicional.
Apesar da tentativa de avançar nas negociações, a empresa rejeitou exigências relevantes dos credores, como a perda de controle do conselho e a saída de Ometto da presidência. Em contrapartida, aceitou discutir a criação de um comitê de credores para ampliar a supervisão da governança. A companhia também mantém a proposta de conversão de dívida em participação acionária, com credores podendo ficar com até 70% do capital.
As negociações ocorrem sob pressão de prazo, já que a empresa busca evitar um processo formal de recuperação judicial após iniciar uma reestruturação extrajudicial em março. Impactada por juros elevados, investimentos sem retorno imediato e desafios operacionais, a Raízen viu seu fluxo de caixa deteriorar e sua dívida crescer, levando à queda de sua classificação de crédito para nível especulativo.
Adaptado Diesel Economics | 27/03/2026