Representantes de bancos, detentores de títulos e a Raízen devem se reunir na próxima semana, em Nova York, para iniciar as negociações de um plano de recuperação extrajudicial da companhia. A proposta inicial prevê um aporte de R$ 4 bilhões, sendo R$ 3,5 bilhões da Shell e R$ 500 milhões de Rubens Ometto, além da conversão de 45% da dívida em ações, enquanto os 55% restantes teriam prazos alongados de até 10 anos na distribuição e 13 anos nas usinas.
O modelo proposto indica que Shell e Ometto receberiam ações ordinárias em proporção superior à dos credores, cuja conversão seria feita em units, o que gerou insatisfação entre bancos. A avaliação é que, mesmo com a conversão de cerca de R$ 30 bilhões em dívida, os credores teriam menor poder de decisão, incluindo participação inferior no conselho de administração.
As negociações também refletem divergências sobre o nível de capitalização, com bancos cobrando maior participação da Cosan e aportes mais elevados por parte dos acionistas. Enquanto a proposta atual mantém o aporte inicial, instituições financeiras defendem valores entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões, após demandas iniciais que chegaram a R$ 25 bilhões.
Adaptado Diesel Economics | 02/04/2026