
A Repsol e a Chevron anunciaram novos acordos para expandir suas operações na Venezuela, marcando uma retomada relevante da atividade petrolífera no país. A Repsol firmou parceria com a estatal PDVSA para recuperar o controle de seus ativos e prevê aumentar a produção em até 50% no curto prazo, com potencial de triplicar o volume em três anos.
Os movimentos ocorrem após mudanças políticas no país e flexibilização de sanções por parte dos Estados Unidos, permitindo que companhias estrangeiras voltem a operar com maior liberdade. A Chevron também fechou novos contratos que ampliam sua participação na Faixa do Orinoco, elevando sua presença em um dos principais polos petrolíferos do mundo. Como resultado desse novo ambiente, as exportações de petróleo venezuelano para os EUA cresceram mais de 150% em março.
Com as maiores reservas de petróleo do planeta, a Venezuela busca reconstruir sua indústria após anos de queda na produção causada por sanções, má gestão e instabilidade política. A retomada dos investimentos internacionais é vista como peça-chave para elevar a produção, atualmente em cerca de 1 milhão de barris por dia, e reposicionar o país no mercado global de energia.
Adaptado Diesel Economics | 17/04/2026