
O mercado internacional de petróleo viveu uma semana marcada por forte volatilidade e direção indefinida, refletindo o equilíbrio delicado entre avanços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e Irã e a permanência dos riscos físicos de oferta no Oriente Médio. Após semanas de forte escalada provocada pela guerra e pelas restrições no Estreito de Ormuz, o Brent chegou a recuar ao longo dos últimos dias diante das expectativas de ampliação do cessar-fogo e de novas negociações nucleares entre Washington e Teerã. Ainda assim, o barril permaneceu sustentado em patamares elevados, oscilando próximo da faixa de US$ 90 a US$ 95, em um mercado extremamente sensível a qualquer sinal vindo da região.
A semana foi marcada pela deterioração do já frágil cessar-fogo entre Washington e Teerã. Os Estados Unidos realizaram novos ataques contra alvos militares iranianos em Bandar Abbas e contra posições ligadas à colocação de minas e drones próximos ao Estreito de Ormuz, alegando ações de autodefesa para proteger suas forças na região. O Irã classificou os ataques como violação do cessar-fogo, afirmou ter atingido uma base aérea americana e reforçou que responderá a qualquer nova hostilidade. Paralelamente, os EUA ampliaram a pressão econômica ao impor sanções à autoridade iraniana responsável pela administração do tráfego em Ormuz, enquanto milhares de navios permanecem afetados pelas restrições de navegação na principal rota energética do mundo.
Apesar da escalada militar, o mercado continuou otimista para as negociações entre os dois países. Ao longo da semana surgiram sinais de progresso, com ambos os lados indicando disposição para alcançar um acordo que possa restabelecer a navegação em Ormuz e reduzir as tensões regionais. O governo iraniano afirmou que um acordo não é iminente, enquanto Donald Trump declarou que os EUA seguem insatisfeitos com o ritmo das negociações e voltou a ameaçar retomar uma campanha militar mais ampla caso não haja avanços.
Adaptado Diesel Economics | 29/05/2026