
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) autorizou a Petrobras a retomar as atividades de perfuração no bloco FZA-M-059, na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. A operação estava suspensa desde 4 de janeiro, após a ocorrência de uma perda de fluido de perfuração no navio-sonda ODN-II, operado pela Foresea. Segundo a ANP, após análises técnicas e avaliação das medidas mitigadoras apresentadas pela companhia, não há mais impedimentos para a continuidade dos trabalhos.
A retomada, no entanto, foi condicionada ao cumprimento de exigências específicas, como a substituição das juntas das tubulações que interligam as linhas de produção submarinas. No momento do incidente, a Petrobras informou que a perda de fluido foi rapidamente contida e isolada, sem agravamento operacional. O fluido de perfuração é utilizado para manter a pressão do poço, evitar o colapso das paredes, além de lubrificar e resfriar a broca e controlar a subida de gás ou petróleo.
O poço pioneiro do bloco, batizado de Morpho, começou a ser perfurado em outubro do ano passado, em uma lâmina d’água de 2.887 metros. À época, a Petrobras estimou que a campanha de perfuração teria duração aproximada de cinco meses, dentro do cronograma exploratório da companhia para a região da Margem Equatorial.
Adaptado Diesel Economics | 06/02/2026