
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve a projeção de que a produção brasileira de combustíveis líquidos, incluindo petróleo, líquidos de gás natural e biocombustíveis que crescerá 160 mil barris por dia (bpd) em 2026, alcançando média de 4,6 milhões de bpd. Em 2025, a oferta nacional avançou cerca de 240 mil bpd, para 4,4 milhões de bpd, segundo o relatório mensal do cartel. Apenas em dezembro, a produção total de líquidos subiu para 4,8 milhões de bpd, 600 mil bpd acima do registrado um ano antes.
O relatório aponta que a produção de petróleo bruto chegou a 4 milhões de bpd em dezembro, após recuperação de interrupções observadas em novembro, enquanto os líquidos de gás natural permaneceram praticamente estáveis, em cerca de 95 mil bpd. Já os biocombustíveis, especialmente o etanol, recuaram levemente para 700 mil bpd. Para 2027, a Opep também manteve a estimativa de crescimento da oferta brasileira em 140 mil bpd, para média de 4,7 milhões de bpd, sustentada pela expansão de projetos como Búzios e a linha equatorial.
No cenário global, a Opep reafirmou que a produção fora da Opep+ deve crescer 600 mil bpd tanto em 2026 quanto em 2027, com destaque para Brasil, Canadá, Estados Unidos e Argentina. A organização também manteve a projeção de crescimento da demanda mundial em 1,4 milhão de bpd em 2026 e 1,3 milhão de bpd em 2027. No campo macroeconômico, a entidade prevê expansão do PIB brasileiro de 2% em 2026 e 2,2% em 2027, enquanto o crescimento global deve ficar em 3,1% e 3,2%, respectivamente.
Adaptado Diesel Economics | 12/02/2026