O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a retomada da elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel mineral. A nova proporção, conhecida como B15, entrará em vigor a partir de agosto, com cinco meses de atraso em relação ao cronograma original da Resolução CNPE 8/2023.
A mudança exigirá que as distribuidoras ajustem seus contratos para atender à nova demanda. A meta anterior da ANP, baseada na manutenção do B14, previa a contratação de 1,43 milhão de m³ de biodiesel para o quarto bimestre. Com o B15, esse volume deverá ser significativamente maior. As distribuidoras têm até hoje (25) para fechar os contratos, mas poderão revisá-los ao longo do bimestre e adquirir até 20% do volume no mercado spot.
A expectativa do governo é que o aumento da mistura gere cerca de R$ 5,2 bilhões em investimentos, especialmente em capacidade produtiva e esmagamento de soja, principal matéria-prima do biodiesel no Brasil.
A implementação do B15 havia sido adiada em fevereiro, em meio a preocupações com a inflação dos alimentos. Entre janeiro e novembro de 2024, o preço do óleo de soja em São Paulo acumulou alta de quase 50%, atingindo R$ 7.425,00 — o maior valor em dois anos e meio.
Adaptado Diesel Economics | 25/06/2025