A greve nacional dos trabalhadores do Sistema Petrobras chegou nesta sexta-feira, 19 de dezembro, ao quinto dia consecutivo, mantendo elevado nível de adesão e presença em unidades estratégicas da cadeia de petróleo, gás, combustíveis, energia e logística. As informações foram encaminhadas diretamente à Diesel Economics pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que atualizou o quadro da paralisação nas bases sindicais que representa.
Segundo os dados repassados pelo sindicato, a greve segue atingindo áreas de exploração, refino, termelétricas, gás natural, biodiesel e logística, com registros de sem troca de turno, corte de rendição, desembarque de trabalhadores e operações sob contingência em diversos estados.
No Amazonas, o Terminal Aquaviário de Coari apresenta 100% de adesão dos trabalhadores da operação, manutenção e SMS, operando sob controle de equipes de contingência. No Ceará, a Lubnor e a Termoceará seguem sem troca de turno, enquanto trabalhadores do Terminal de Mucuripe aderiram à greve. No Rio Grande do Norte, houve adesão na Usina Termelétrica do Vale do Açu, na sede administrativa da Petrobras em Natal, com 90% dos trabalhadores, além de médicos do SMS.
Em Pernambuco, a Refinaria Abreu e Lima e o Terminal de Suape registraram adesão com corte da rendição de turno desde as 7h. Na Bahia, o movimento alcança campos de produção terrestre, a usina de biodiesel de Candeias, além de estações de gás e transferência. No Espírito Santo, trabalhadores das plataformas P-57 e P-58 desembarcaram após repassar a produção às equipes de contingência, enquanto houve adesão nas áreas de saúde, manutenção e na Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas.
Em Minas Gerais, a Refinaria Gabriel Passos e a UTE Ibirité seguem sem troca de turno, enquanto a usina de biodiesel Darcy Ribeiro opera com redução de atividades e carga processada. No Rio de Janeiro, a Refinaria Duque de Caxias, a TermoRio e o Terminal de Campos Elíseos permanecem sem troca de turno. No Norte Fluminense, o sindicato aponta 100% de adesão em 26 plataformas da Bacia de Campos, com trabalhadores solicitando desembarque, além de adesões na UTGCAB e no Parque de Tubos e Imbetiba.
Em São Paulo, refinarias como Replan, Recap e Revap estão sem troca de turno, com unidades da Transpetro e terminais operando sob contingência, além da paralisação da Estação de Compressão de Gás Natural de Paulínia. No Paraná, a Repar e o Terminal de Paranaguá seguem sem troca de turno, com atrasos em unidades de pesquisa, fertilizantes e na Estação de Compressão de Araucária. Em Santa Catarina, terminais da Transpetro registram adesão ao movimento, enquanto no Rio Grande do Sul a Refinaria Alberto Pasqualini segue sem troca de turno, com adesão também em terminais logísticos.
Segundo a FUP, o movimento permanece sem prazo definido para encerramento e segue motivado pela falta de avanços nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho, especialmente em pontos considerados centrais pela categoria.
A Diesel Economics continua acompanhando a evolução da greve e seus possíveis impactos operacionais e logísticos sobre o mercado de combustíveis, gás natural e energia.
Diesel Economics | 19/12/2025