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Greve dos petroleiros amplia adesão em unidades estratégicas, segundo dados enviados pela FUP, enquanto Petrobras afirma que não haverá impacto no abastecimento

A Diesel Economics teve acesso, nesta terça-feira, ao pronunciamento oficial e ao levantamento operacional enviados pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) sobre a greve dos trabalhadores do Sistema Petrobras. Segundo o sindicato, o movimento segue em expansão e já alcança unidades estratégicas da cadeia de exploração, refino, logística, gás, biodiesel e energia elétrica em diversas regiões do país.

De acordo com os dados encaminhados pela FUP, a paralisação atinge 24 plataformas, 8 refinarias, 9 unidades da Transpetro, 3 termelétricas, 2 usinas de biodiesel, 5 campos terrestres, além de 3 bases administrativas, da Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas, em Macaé, e da Estação de Compressão de Paulínia, operada pela TBG.

Entre os principais destaques do levantamento sindical, no Amazonas, o Terminal Aquaviário de Coari registra adesão de 100% dos trabalhadores da operação, manutenção e SMS, com a unidade operando sob responsabilidade das equipes de contingência. No Ceará, houve corte de rendição na Lubnor e na Termoceará, além de adesão dos trabalhadores do Terminal de Mucuripe. No Rio Grande do Norte, trabalhadores da Usina Termelétrica do Vale do Açu, da sede administrativa da Petrobras em Natal e médicos do SMS aderiram ao movimento.

Na Bahia, campos de produção terrestre e a usina de biodiesel de Candeias registraram adesão. No Espírito Santo, trabalhadores das plataformas P-57 e P-58 desembarcaram após repasse da produção às equipes de contingência, enquanto médicos e dentistas também aderiram à greve. Em Minas Gerais, não houve rendição de turno na Refinaria Gabriel Passos, na UTE Ibirité e na usina de biodiesel Darcy Ribeiro.

No Rio de Janeiro, a Refinaria Duque de Caxias opera sem rendição de turno, enquanto no Norte Fluminense trabalhadores de 22 plataformas da Bacia de Campos solicitaram desembarque. Em São Paulo, refinarias como Replan, Recap e Revap estão sem rendição de turno, com unidades da Transpetro operando em regime de contingência. Situação semelhante foi relatada no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, com cortes de rendição em refinarias e terminais.

A FUP afirma que a ampliação do movimento reflete a insatisfação da categoria com o andamento das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho e sustenta que a greve pode se estender caso não haja avanços nas tratativas com a Petrobras.

Em contraponto, a Petrobras informou à imprensa que não vê riscos ao abastecimento nacional de combustíveis. A estatal afirma que mantém planos de contingência ativos, com equipes mínimas operando nas áreas essenciais, conforme determina a legislação brasileira, e reforça que produção, refino e logística seguem em funcionamento, ainda que com ajustes operacionais pontuais.

Na avaliação da companhia, os impactos permanecem controlados, especialmente nos primeiros dias do movimento. Para a Petrobras, eventuais atrasos logísticos não configuram risco imediato de desabastecimento.

O quadro, portanto, segue marcado por leituras distintas. De um lado, a FUP afirma que a greve avança e se consolida em unidades estratégicas. De outro, a Petrobras sustenta que o sistema permanece operacional e que o abastecimento está garantido. A Diesel Economics seguirá acompanhando o desenrolar do movimento e suas possíveis implicações para a cadeia de combustíveis.

Diesel Economics | 16/12/2025

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