Segundo o Goldman Sachs, os anos de forte expansão da produção de petróleo nos Estados Unidos ficaram para trás, principalmente devido à maturação do Permiano, principal motor de crescimento do setor. A expectativa do banco é de queda na produção em 2024 e 2025, impulsionada pelos preços mais baixos do petróleo.
O chefe de pesquisa de petróleo do Goldman, Daan Struyven, afirmou que os produtores de xisto dos EUA são altamente sensíveis às variações de preço e estão adotando uma postura mais cautelosa, mesmo diante dos apelos do presidente Trump por mais perfuração. Com o WTI na faixa dos 60 dólares, os preços são considerados sustentáveis para a economia, mas apenas marginalmente rentáveis para os produtores.
Se os preços permanecerem nesse patamar, a produção americana deve se manter estável, sem crescimento significativo. O banco também observa um excedente crescente no mercado global, que ainda não impactou os centros de precificação devido aos estoques relativamente baixos nos EUA.
Na última semana, os estoques comerciais de petróleo nos EUA caíram 3,9 milhões de barris, ficando cerca de 8% abaixo da média dos últimos cinco anos. O Goldman acredita que, quando os estoques começarem a crescer nos centros de precificação, os preços poderão sofrer pressão de baixa.
Apesar disso, os preços do petróleo se recuperaram recentemente, com o foco do mercado mudando da preocupação com a demanda para os riscos de oferta, especialmente envolvendo Rússia e Irã.
Adaptado Diesel Economics | 18/07/2025