A demanda de petróleo da China deve continuar fraca pelos próximos meses, pelo menos até meados de 2026, segundo a refinaria privada Hengli Petrochemical. “É difícil encontrar um ponto muito positivo, a menos que o governo lance novas políticas no início do próximo ano”, afirmou Janet Kong, CEO da unidade da empresa em Singapura, à Bloomberg durante o Financial Times Commodities Asia Summit.
O consumo de combustíveis rodoviários, como gasolina e diesel, tem sido pressionado pelo aumento das vendas de veículos elétricos e caminhões pesados movidos a GNL. As gigantes estatais chinesas já admitem que os chamados veículos de nova energia, que não utilizam derivados de petróleo, estão reduzindo a demanda doméstica por combustíveis, que já atingiu seu pico.
Segundo a CNPC, controladora da PetroChina, a demanda por combustíveis para transporte não deve crescer mais, apesar de uma alta de 1,1% na demanda total de petróleo este ano, impulsionada pelo setor petroquímico. No entanto, esse segmento enfrenta problemas de sobrecapacidade devido à expansão acelerada das plantas no país.
Para Hengli, as políticas do governo nos próximos meses serão cruciais para definir a tendência da demanda em 2026. Analistas observam que estímulos econômicos e aumento das cotas de importação para refinarias privadas poderiam reverter parte da fraqueza no consumo.
Apesar do aparente pico na demanda por combustíveis rodoviários, a China continua sendo o maior importador mundial de petróleo e um fator decisivo para os preços globais e as projeções de demanda.
Adaptado Diesel Economics | 03/12/2025