Após as sanções dos Estados Unidos ao petróleo da Rússia e da Venezuela, a China emergiu como o principal destino do petróleo canadense exportado pelo oleoduto expandido Trans Mountain. Desde que a expansão entrou em operação plena em junho de 2024, o Canadá tem enviado cerca de 207 mil barris por dia para a China, um salto significativo em relação à média de 7 mil barris por dia registrada na década anterior.
O oleoduto Trans Mountain, avaliado em 34 bilhões de dólares, triplicou sua capacidade para 890 mil barris por dia, permitindo ao Canadá acessar mercados asiáticos e a Costa Oeste dos EUA. Apesar de o petróleo canadense estar isento de tarifas americanas, as tensões comerciais com os EUA e ameaças políticas impulsionaram o país a diversificar seus mercados de exportação.
A preferência chinesa pelo petróleo canadense reflete tanto o desejo de reduzir a dependência do petróleo russo quanto a cautela diante das sanções americanas. Refinarias chinesas têm buscado fontes alternativas, evitando fornecedores como a Venezuela. Além da China, países como Coreia do Sul, Japão, Índia, Brunei e Taiwan também aumentaram suas importações de petróleo canadense.
Com as exportações para fora dos EUA crescendo quase 60% em 2024, políticos canadenses têm pressionado por novos oleodutos rumo a terminais costeiros. No entanto, desafios regulatórios, financeiros e políticos continuam a dificultar esses avanços, mantendo o debate sobre a soberania energética do Canadá em destaque.
Adaptado Diesel Economics | 19/05/2025