A BP anunciou a destituição imediata de Albert Manifold do cargo de chairman e diretor da companhia, citando “sérias preocupações” relacionadas a padrões de governança, supervisão e conduta. A decisão ocorre poucos meses após a petroleira iniciar uma profunda reformulação estratégica, retomando o foco em combustíveis fósseis e reduzindo a ênfase em projetos de energia renovável. Segundo o conselho da empresa, a atuação de Manifold ajudou a acelerar mudanças internas, mas problemas considerados “inaceitáveis” levaram ao afastamento unânime do executivo.
A diretora independente Amanda Blanc afirmou que o conselho ficou “surpreso e desapontado” ao tomar conhecimento das falhas de supervisão atribuídas a Manifold. A BP, no entanto, não detalhou oficialmente quais teriam sido os episódios específicos envolvendo o ex-chairman. A saída aumenta a instabilidade na liderança da companhia, que já trocou de presidente-executivo diversas vezes nos últimos anos enquanto tenta reposicionar sua estratégia diante da volatilidade do mercado global de energia e da pressão por rentabilidade no setor de petróleo e gás.
Em resposta, Albert Manifold negou todas as acusações e afirmou ter sido afastado sem aviso prévio ou explicações detalhadas. O executivo declarou que buscava implementar mudanças estruturais na BP, incluindo redução de custos e aumento de eficiência operacional, e criticou o que chamou de “narrativa falsa” sobre sua conduta. Relatos da imprensa internacional indicam que o ex-chairman teria mantido comportamento agressivo com colegas durante seu curto período no comando do conselho da petroleira britânica.
Diesel Economics | 29/05/2026