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Indonésia recua no biodiesel B50 e decisão pode impactar preços globais de óleos vegetais

A Indonésia decidiu abandonar os planos de elevar a mistura obrigatória de biodiesel para 50% em 2024, mantendo o percentual atual de 40% de biodiesel e 60% de diesel fóssil (B40). A informação foi confirmada nesta quarta-feira pelo vice-ministro de Energia, Yuliot Tanjung, indicando uma mudança de estratégia no maior mercado de biodiesel à base de óleo de palma do mundo.

Paralelamente, o governo indonésio anunciou que aumentará as taxas de exportação do óleo de palma bruto para 12,5% a partir de 1º de março, acima dos 10% vigentes. Segundo o chefe da agência local do fundo de plantações, os produtos refinados também terão alta de 2,5 pontos percentuais nas tarifas, medida que pode impactar a competitividade do óleo de palma no mercado internacional.

A decisão ganha relevância global diante do peso da Indonésia no setor de biocombustíveis. Enquanto o país asiático opera no B40, o Brasil ainda está no B15, com planos de avançar gradualmente para o B16. A manutenção da mistura indonésia, somada ao aumento das taxas de exportação, pode influenciar a precificação dos óleos vegetais no mercado global, mesmo com matérias-primas distintas — óleo de palma na Indonésia e óleo de soja no Brasil.

Adaptado Diesel Economics | 15/01/2026

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biodieselbr
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