A Agência Internacional de Energia projeta uma leve queda no consumo global de petróleo em 2026, diante do que classificou como o “choque de oferta mais grave da história”. Segundo o relatório, a demanda mundial deve atingir 104,26 milhões de barris por dia, abaixo dos 104,34 milhões registrados em 2025, revertendo a expectativa anterior de crescimento. No segundo trimestre, a retração tende a ser ainda mais intensa, com queda de 1,5 milhão de barris por dia, a maior desde a crise provocada pela COVID-19.
A desaceleração do consumo tem sido mais evidente no Oriente Médio e na Ásia-Pacífico, especialmente em derivados como combustível de aviação e GLP, refletindo os efeitos da escassez e dos preços elevados. A agência alerta que essa tendência deve persistir enquanto as restrições de oferta continuarem pressionando o mercado, em um cenário de forte instabilidade energética global.
Do lado da oferta, a produção mundial caiu significativamente em março, impactada por ataques a infraestruturas e pelas restrições no Estreito de Ormuz. Em contraste, a Rússia ampliou suas receitas com exportações de petróleo, que saltaram de US$ 9,7 bilhões para US$ 19 bilhões no período, impulsionadas pela alta dos preços e pela reorganização dos fluxos globais de energia.
Adaptado Diesel Economics | 15/04/2026