Senado vota projetos dos combustíveis enquanto governo busca como segurar preços

Está na pauta desta quarta-feira (9/3) do Senado Federal a votação do PLP 11/20, que altera o ICMS dos combustíveis, e do PL 1472/21, que propõe a criação de um fundo de estabilização para os preços e de uma política nacional de precificação. Os dois projetos são relatados pelo senador Jean Paul Prates (PT/RN).

— A guerra da Ucrânia e a disparada no preço do petróleo criou um senso de urgência para a votação, segundo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG). “Mais do que nunca, diante do aumento do valor do barril de petróleo, precisamos tomar medidas que impeçam a elevação do preço dos combustíveis”, disse ele.

— Os projetos de lei entraram na pauta do Senado pela primeira vez em 16 de fevereiro. Entretanto, críticas do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP/AL), quanto ao PLP 11/20 e preocupações do mercado com o PL 1472/21 adiaram a votação e intensificaram as negociações para ajustes nos textos.

— Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, Economia, Paulo Guedes, de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reúnem-se nesta manhã para discutir soluções para os preços dos combustíveis.

— De olho nas eleições, Bolsonaro intensificou o ataque à política da Petrobras de alinhamento aos preços internacionais, o PPI, e prometeu mudanças. Para fazer isso, tem apoio da ala política do governo. Mas é criticado pela Economia.

— A Petrobras não reajusta seus preços nas refinarias desde 12 de janeiro, e importadores apontam crescente defasagem entre os preços internos e os internacionais. A empresa disse que acompanha a crise na Ucrânia para fazer novos reajustes, mas claramente a pressão política a impede de ajustar seus preços.

Fonte
epbr
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