Petrobras recebe prêmio internacional por gestão da dívida em 2021

A revista norte-americana Latin Finance anunciou que a Petrobras foi a vencedora da premiação “Deals of the Year” (Negócios do ano) na categoria que premia a melhor operação de gestão de dívidas corporativas do ano (Corporate Liability Management of the Year). Essa é a quarta vez, nos últimos cinco anos, que a Petrobras é reconhecida com o prêmio, que será entregue em cerimônia a ser realizada em Nova York, no dia 10 de março.

A premiação é mais um reconhecimento ao trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos, que levou a companhia de uma dívida equivalente a US$ 160 bilhões, em 2014, para o nível de US$ 60 bilhões, em setembro de 2021. “A conquista desta premiação é a prova da consistência do caminho trilhado pela Petrobras para recuperar e, agora, preservar sua saúde financeira. Este é o alicerce para o crescimento nos próximos anos, e que permitirá que a empresa gere cada vez mais retorno e riqueza para a sociedade”, diz o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna.

Esse patamar de dívida, considerado saudável para uma empresa como a Petrobras, foi atingido no terceiro trimestre do ano passado, mais de um ano antes da meta estipulada pela companhia, que previa o alcance apenas no final de 2022. “A Petrobras chegou a ser considerada a empresa mais endividada do mundo, com uma conta que, para muitos, parecia ser impagável. Assumimos o desafio de sanear as finanças da empresa e reduzimos muito a dívida, recuperando assim nossa capacidade de investimento. Uma virada corporativa impressionante, realizada com recursos da própria companhia”, relembra o diretor Financeiro de Relacionamento com Investidores da Petrobras, Rodrigo Araujo Alves.

Levando em conta somente o ano de 2021, algumas operações de gestão de dívida podem ser destacadas. Em abril, a Petrobras fez uma recompra de títulos no valor de US$ 2,5 bilhões e, em setembro, realizou o resgate antecipado de títulos de maturidade bem curta, no montante de US$ 1,2 bilhão. “Outro destaque foi uma emissão em conjunto com uma recompra, em junho. Recompramos US$ 2,1 bilhões e emitimos US$ 1,5 bilhão, em um título de 30 anos, registrando, nesta operação, os juros mais baixos em emissões da história da companhia, com 5,75% ao ano”, afirma Araujo. No total, levando em conta todos os mercados, a Petrobras emitiu US$ 1,5 bilhão e pré-pagou US$ 16,6 bilhões em 2021.

O Plano Estratégico 2022-2026 da companhia prevê a manutenção da dívida bruta no patamar de US$ 60 bilhões nos próximos cinco anos. Desse valor, entre 40% e 60% deverá representar os afretamentos de embarcações, que suportam as atividades da companhia. “Agora que chegamos a este nível, estamos olhando mais para a qualidade e o custo da dívida. Conseguimos alongar o nosso prazo médio de vencimento da dívida de 11,6 anos para aproximadamente 13,5 anos, e nosso time está sempre preparado para aproveitar as janelas de oportunidade e recomprar mais barato”, ressalta o diretor.

Fonte
AgênciaPetrobras
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