Petrobras: Produção de petróleo sobe 3,4% no 1T22

A Petrobras produziu 2,80 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo e gás no primeiro trimestre de 2022, alta de 3,4% em relação ao quarto trimestre de 2020.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, a produção da companhia cresceu 1,1%, principalmente pela continuidade dos ramp-ups dos FPSOs Carioca (campo de Sépia) e P-68 (campos de Berbigão e Sururu), localizados no pré-sal da Bacia de Santos, e novos poços produtores no pós-sal na Bacia de Campos.

As vendas de derivados de petróleo da Petrobras no mercado interno atingiram 1,7 milhão de barris/dia no primeiro trimestre, alta de 2% na comparação anual.

Já a produção de petróleo no pré-sal teve alta de 5,1% no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período do ano anterior, a 1,6 milhão de barris por dia, representando 72% da produção total da Petrobras, ante 71% no quarto trimestre, devido principalmente à entrada de novos poços produtores na Bacia de Campos e ao menor volume de perda de produção decorrente de paradas para manutenção.

A produção no exterior foi de 39 mil boed no primeiro trimestre, 2 mil boed abaixo do quarto trimestre, devido ao declínio natural de produção dos campos.

No primeiro trimestre, a produção em terra e águas rasas, por sua vez, foi de 82 mil bpd, 10 mil bpd abaixo, em razão dos desinvestimentos de campos terrestres e águas rasas e ao declínio natural de produção.

A petroleira destacou ainda o início da operação do FPSO Guanabara, previsto para maio, no campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos.

O FPSO Guanabara, atualmente na locação, já concluiu atividades de interligação, e aguarda autorização regulatória para iniciar a produção, segundo a Petrobras.

A plataforma, a primeira definitiva do campo de Mero, tem capacidade para processar até 180 mil barris de óleo.

“O FPSO Guanabara é a unidade de produção de petróleo mais complexa a operar no Brasil. A implementação de um projeto com essa tecnologia é resultado de mais de uma década de aprendizado no pré-sal e da atuação integrada entre a Petrobras, parceiros e fornecedores”, disse o diretor de Desenvolvimento da Produção da Petrobras, João Henrique Rittershaussen, em relatório.

Diesel e gasolina da Petrobras

As vendas de diesel recuaram 9,3% ante o trimestre anterior, principalmente devido à redução sazonal do consumo, tipicamente mais baixo no primeiro trimestre do ano.

Já a produção foi 6,6% menor quando principalmente devido à menor demanda do mercado interno e ao impacto com a venda da RLAM, compensado, parcialmente, pelo aumento de produção em outras refinarias.

As vendas de gasolina registraram queda de 13,3% em relação ao quarto trimestre, em razão principalmente da sazonalidade típica com pico de consumo no último trimestre de cada ano.

No primeiro trimestre, a produção de gasolina teve redução de 13% devido principalmente à redução sazonal.

Fonte
MoneyTimes
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