Petrobras lança Fatos e Dados sobre diesel para explicar política de preço

A Petrobras (PETR3;PETR4) saiu em defesa da sua política de preços em relação ao diesel, combustível que está no topo das insatisfações dos caminhoneiros com o governo Jair Bolsonaro, e listou uma série de respostas para justificar eventuais aumentos concedidos ou que possam vir a ser feitos este ano, diante de preços de petróleo em franca recuperação.

Nesta segunda-feira, a estatal aumentou o preço da gasolina, mas deixou o diesel inalterado. A alta no mercado internacional do petróleo atinge também o diesel e o Gás Natural Liquefeito (GLP), sendo que o último já sofreu reajuste de 6% na primeira semana do ano, impactando o preço do gás de cozinha.

Como se estivesse respondendo a perguntas de usuários de diesel, a coluna Fatos e Dados da Petrobras, no site da companhia, informa que o Brasil não tem o diesel mais caro do mundo, já que 121 países praticam preço do diesel mais alto do que a Petrobras, monopolista em refino no Brasil. “No início de janeiro o preço do diesel na bomba era 27,4% inferior à média mundial”, informa a companhia.

O preço que a petrolífera pratica na refinaria corresponde a 48% do valor total nos postos de abastecimento, quando é acrescido da parte de distribuição e revenda (15%); custo do biodiesel (14%); e impostos (23%).

A estatal informa que em 2020 houve queda de 14% no preço do diesel, com o combustível começando o ano em torno de R$ 2,33 o litro nas refinarias e fechando 2020 em R$ 2,02/l.

Segundo a Petrobras, é necessário seguir as cotações internacionais do diesel e dos outros combustíveis por causa da limitação das refinarias no Brasil, que não atendem todo o mercado, sendo necessário importar o produto.

“Estas importações representam uma competição importante no mercado brasileiro de combustíveis e ajudam a regular o preço oferecido aos consumidores”, afirma a Petrobras, em dissonância com os importadores de combustíveis, que acusam a estatal de não repassar todo aumento do mercado internacional para segurar a inflação, o que é negado pela companhia.

Para a estatal, “o comportamento do preço do diesel não é diferente de outras commodities negociadas no mundo. Quando o preço da carne ou da soja sobe no exterior, pagamos mais por estes itens no supermercado, mesmo que sejam produzidos aqui. É a lógica de um mercado mundial integrado”, explica.

Fonte
Infomoney
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