Petrobras avalia crise da Ucrânia para decidir reajustes dos combustíveis

O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, disse nessa quinta (24/2) que o cenário internacional após a invasão da Ucrânia pela Rússia ainda é de muita incerteza e volatilidade para uma definição de eventuais reajustes dos combustíveis nas refinarias da companhia.

— “Estamos vivendo um momento de pico de volatilidade e de extrema incerteza. Nesse cenário, vamos continuar observando minuto a minuto”, declarou. Reuters

— Mais cedo, em teleconferência com analistas, o diretor de Comercialização e Logística da Petrobras, Cláudio Mastella, reafirmou a manutenção do Preço de Paridade de Importação (PPI), mesmo com a crise. O argumento é de que, se ela não acompanhar as cotações do petróleo e dos derivados, o mercado brasileiro de combustíveis e o abastecimento interno poderão ser comprometidos. Estadão

— Entretanto, também comentou que a empresa avaliaria os impactos da alta volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, após o ataque da Rússia à Ucrânia, antes de tomar qualquer decisão sobre os preços.

— E explicou que a desvalorização do dólar frente ao real tem permitido a empresa manter, desde 12 de janeiro, os valores médios de gasolina e diesel inalterados em suas refinarias, apesar de um avanço das cotações do petróleo no exterior. Reuters

— Mas o petróleo, que já registrava valorização de 20% antes da crise, continua em rota ascendente. Após superarem a marca dos US$ 100 com a invasão da Ucrânia pela Rússia, os contratos futuros de petróleo fecharam a sessão de quinta (24/2) em alta, mas abaixo dos três dígitos.

— O Brent, que chegou a US$ 105,79, fechou a sessão com ganho de US$ 2,24 (2,3%), a US$ 99,08 o barril, e o WTI subiu US$ 0,71 (0,8%), para fechar em US$ 92,81 o barril, após atingir US$ 100,54. Reuters

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epbr
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