Leilão de estreia do B13 negociou 1,3 milhão de m³ de biodiesel

Está certo que foi mais um leilão longo – as distribuidoras demoraram quatro dias para fechar as compras –, mas, em compensação, ele não pregou sustos no setor. Ele até se saiu um pouco melhor do que o esperado. Encerradas as negociações do 78º Leilão de Biodiesel, as aquisições superaram um pouco a marca dos 1,3 milhão de metros cúbicos. Esse é o maior volume de biodiesel já negociado num único leilão em toda a história do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), batendo o L73 por uma margem de quase 9,8%.

Pelas projeções de BiodieselBR.com, o L78 deveria comparar entre 1,24 e 1,27 milhão de m³. Essa projeção partia da estimava de que a demanda de diesel durante o segundo bimestre ficaria entre 9,54 e 9,77 milhões de m³.

Esses números já seriam suficientes para que o mercado praticamente igualasse seu melhor resultado registrado para o período – 9,75 milhões de m³ no segundo bimestre de 2015. Mas as distribuidoras parecem esperar por um bimestre ainda mais agitado: se elas retirarem 100% do biodiesel comprado, terão o suficiente para colocar 10 milhões de m³ de B13 à disposição de seus clientes.

É um volume que nunca chegou a ser visto num segundo bimestre. Valores acima de 10 milhões de m³ só são relativamente comuns no 4º e 5º bimestres, quando o mercado brasileiro tende a concentrar seus melhores meses.

Etapa 5

Na Etapa 3, as distribuidoras tinham comprado um pouco além de 1,24 milhões de m³. Isso colocava o teto da Etapa 5 em 326,4 mil m³.

No final, o mercado demandou só mais 62,8 mil m³. O montante ficou um pouco abaixo das 68 mil m³ que haviam sido comprados na Etapa 5 do leilão do bimestre passado.

Com o resultado, o biodiesel da Etapa 5 representou 4,8% do total negociado – no somatório geral dos leilões, a segunda rodada movimenta cerca de 9,4% – e movimentou R$ 297, 2 milhões.

Somando os resultados das Etapas 3 e 5, o L78 movimentou 6,18 bilhões. Esse valor está bem próximo dos R$ 6,16 bilhões que foram movimentados no L76.

O biodiesel que será consumido pelos brasileiros entre março e abril vai custar, em média, R$ 4,733,48 por m³. Embora esteja 6,3% acima do preço médio do bimestre passado, esse valor fica 15,1% abaixo do recorde registrado no L76

As rodadas para o mercado autorizativo vão acontecer na próxima quarta-feira (10).

Destaques

– As compras de biodiesel do L78 totalizaram 1.305,7 milhares de m³ de biodiesel;
– Na Etapa 3 as compras foram de 1.242,9 milhares de m³ enquanto na Etapa 5 foram negociados outros 62,8 milhares de m³;
– Dos cerca de 1.503,5 milhares de m³ ofertados pelas usinas, sobraram 197,8 milhares de m³;
– Em média, as distribuidoras vão pagar R$ 4.733,48 por cada m³ de biodiesel;
– A esse preço médio, o L78 movimentou R$ 6,18 bilhões;
– Das 43 usinas que participaram da disputa, 21 liquidaram suas ofertas;
– Destas 9 usinas conseguiram vender 100% da capacidade instalada;
– Em termos de volume vendido, a Potencial foi a grande vencedora com exatos 130 mil m³ de biodiesel arrematados por R$ 4.695,20 o m³ gerando renda de R$ 610,4 milhões;
– Apesar do grande volume de biodiesel vendido pela usina de Lapa (PR), a BSBios manteve a liderança entre os grupos do setor com 147 mil m³ vendidos e um ganho da ordem de atingindo um faturamento de R$ 685,9 milhões;
– A fabricante que teve o produto mais caro do L78 foi a Unibras que vai faturar R$ 5.014,07 por m³;
– Já a Granol de Cachoeira do Sul (RS) teve o biodiesel mais barato. A usina vai faturar em média R$ 4.638,75 por cada um dos 31 mil m³ que vendeu;
– Cesbra, Brejeiro e Amazonbio terminaram o Leilão 78 sem vender nenhum biodiesel. Somadas elas ficaram com um encalhe de 24,5 mil m³;
– O Rio Grande do Sul foi o estado que mais vendeu biodiesel com 381,9 mil m³.

Fonte
BiodieselBR
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