Diesel no Brasil está defasado em 18% ante preços internacionais, diz Abicom

O preço dos combustíveis no Brasil está em defasagem na comparação com o chamado Preço de Paridade de Importação, PPI, segundo a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis, que aponta uma diferença de até 18% a menos no preço do diesel no país, quase R$1 por litro, e de 3% a menos na gasolina, a quase R$0,10.

É um “teste para o novo presidente da Petrobras. Defasagens elevadas e 47 dias sem ajustes nos preços”, afirmou o presidente da Abicom.

De acordo com ele, a diferença entre os dois combustíveis, com uma defasagem bem mais alta do diesel, ocorre porque a demanda por esse produto está muito elevada.

“Para conseguir trazer diesel para o Brasil, os importadores estão pagando prêmios elevados. A Europa demanda muito diesel”, explicou.

Os pedidos das grandes distribuidoras não vêm sendo atendidos na sua totalidade pela Petrobras e há escassez de diesel nos postos, especialmente os de bandeira branca.

O PPI é calculado usando como referência os valores para gasolina, óleo diesel, câmbio, RVO e frete marítimo no fechamento do mercado no dia útil anterior. Segundo a Abicom, com a alta do câmbio e dos preços de referência da gasolina e do óleo diesel no mercado internacional, as defasagens afastaram-se da paridade, inviabilizando parte das operações de importação.

O último aumento linear médio do diesel foi de 24,9% há 47 dias nos preços domésticos. O mercado internacional e o câmbio pressionaram os preços domésticos e o PPI acumula aumento de R$0,23 por litro desde o último reajuste, numa arbitragem desfavorável na média de -R$0,98/L, variando entre -R$1,09/L a -R$0,49/L, a depender do porto de operação.

No caso da gasolina, o último aumento, também há 47 dias, foi de 18,8% e o PPI acumula redução de R$0,28 por litro desde o último reajuste, numa arbitragem desfavorável na média de -R$0,10 por litro variando entre -R$0,14 a -R$0,03, a depender do porto de operação.

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