Brasil corre risco de desabastecimento de diesel no 2º semestre de 2022

A FUP (Federação Única dos Petroleiros) publicou, na última terça-feira (24), um alerta sobre o risco de desabastecimento do diesel no início do segundo semestre de 2022 por conta de possível escassez no mercado internacional e do baixo nível dos estoques mundiais.

Ainda de acordo com a FUP, o Brasil importa 25% do diesel no mercado interno “por conta da baixa utilização das refinarias brasileiras e a não conclusão de obras importantes no setor”.

O risco de desabastecimento aparece próximo do aumento da demanda brasileira pelo combustível por conta do crescimento da safra agrícola e maior circulação de caminhões.

De acordo com o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, a dependência da importação do diesel ocorre por falta de novas refinarias e redução no investimento no setor de refino por parte do Governo Federal.

Além disso, a situação se agravou após o início da guerra entre Ucrânia e Rússia que provocou sanções e, como resultado, alteraram o comércio de combustível.

“A Índia está produzindo diesel com petróleo russo e exportando para a Ásia e Brasil. Porém, grande parte do diesel importado pelo Brasil, cerca de 80%, é fornecido pelos Estados Unidos, que estão mandando muito produto para a Europa. Há possibilidade real de faltar diesel no mercado brasileiro ou de o preço desse combustível explodir no país”, ressalta Bacelar.

Vice-presidente de sindicato de SC descarta cenário

O vice-presidente do Sindópolis (Sindicato de Comércio Varejista de Combustíveis Minerais de Florianópolis), Joel Fernandes, acredita que o cenário não se confirmará.

“É muita especulação, mas não temos essa possibilidade em curto espaço de tempo. O que pode acontecer em um cenário extremo é a Petrobras aumentar o nível de exportação e, como resultado, subir o preço do diesel”, explica Joel Fernandes.

Apesar disso, o representante do sindicato não descarta um novo aumento do combustível, principalmente por conta da alta nos preços externos.

“O barril do petróleo segue crescendo e está em US$ 114, mas o dólar teve um pequeno recuo. Neste cenário de aumentos, a Petrobras não vai conseguir segurar os preços porque tem seus acionistas e logo pode anunciar um novo aumento”, complementa.

De acordo com a pesquisa semanal da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Nacional e Biocombustíveis), realizada entre os dias 15 de maio e o último sábado (21), o preço médio do óleo diesel s10 é de r$ 7,07.

Nos 179 unidades pesquisadas em Santa Catarina, o litro do combustível está sendo comercializado, em média, por R$ 6,85.

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