Opep prevê crescimento da demanda mundial de petróleo até 2035

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) prevê um aumento da demanda mundial de petróleo até 2035, graças ao impulso dos países africanos, da Índia e de outros países asiáticos, para alimentar o transporte e a expansão de suas classes médias – informou o relatório anual do cartel divulgado nesta segunda-feira (31).

A demanda global ficou em 96,9 milhões de barris por dia (mbd) em 2021, conforme as estimativas, e deve subir para 109,5 mbd até 2035.

A partir dessa data, e durante uma década, a demanda se estabilizará nos 109,8 mbd, prevê o relatório anual da Opep.

“A demanda dos países da OCDE apresenta uma trajetória de declínio após 2024, e cairá para 34 mbd” até o ano de 2045, em comparação com a demanda de 2021, que atingiu 44,8 mbd, indicam os autores do relatório.

Já “a demanda de longo prazo de países não membros da OCDE aumentará em 24 mbd” nesse período, “graças a uma classe média em expansão, ao forte crescimento populacional e ao potencial de crescimento econômico avançado”, acrescenta o relatório.

“Espera-se, portanto, que a demanda mundial de petróleo aumente em 12,9 mbd, atingindo 109,8 mbd em 2045”, conclui o relatório anual.

O documento prevê um longo período de estabilidade a partir de 2035, graças a “políticas energéticas e avanços tecnológicos”, suscetíveis de favorecerem uma diversificação do mix energético.

“A transição está em andamento e andando rápido, mas será necessário um fornecimento confiável de (…) petróleo e gás para ocorrer. Sem isso, estamos nos enganando, se achamos que ocorrerá no ritmo previsto”, declarou o ministro de Energia dos Emirados, Suhail al Mazrouei, no início da conferência de apresentação do relatório, em Abu Dhabi.

Durante os primeiros anos, “o crescimento será impulsionado pela China”, diz o relatório, prevendo que a Índia assumirá o controle, enquanto o avanço da demanda na China deve se desacelerar e até diminuir na década de 2040.

Além da Índia, essa demanda também será mantida pela África e por outros países asiáticos, regiões “onde o progresso econômico, a urbanização, a industrialização e a expansão do parque automobilístico serão mais rápidos”.

O transporte aéreo será o primeiro vetor de aumento da demanda, à frente do transporte rodoviário e do setor petroquímico, segundo a OPEP. O cartel antecipa um aumento da demanda de todas as energias, tanto fósseis quanto renováveis, com a notável exceção do carvão.

Fonte
BiodieselBR
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