Os ataques ucranianos contra a infraestrutura energética russa continuaram ao longo desta semana, apesar dos pedidos do presidente americano Donald Trump para que Kiev suspenda as ofensivas contra refinarias e das discussões sobre o conflito durante a Assembleia Geral da ONU. Na segunda-feira, a Ucrânia realizou o que foi descrito como o maior ataque de drones da guerra contra o território russo, poucos dias após o encerramento de seu processo eleitoral, ampliando a pressão sobre ativos estratégicos ligados ao setor de petróleo e combustíveis.

A escalada levou Trump a intensificar os apelos por uma interrupção dos ataques às refinarias russas. Segundo o presidente americano, os danos ao parque de refino da Rússia estão contribuindo para a restrição da oferta global de diesel e para a disparada dos preços dos combustíveis em diversos mercados. A preocupação ocorre em um momento em que o diesel segue pressionado pela combinação de problemas no Oriente Médio, estoques apertados e sucessivas interrupções em importantes unidades de refino russas.

Mesmo diante dos pedidos de Washington, os ataques continuaram. Na madrugada de sexta-feira, drones ucranianos voltaram a atingir a refinaria de Novoshakhtinsk, na região de Rostov, levando à paralisação das operações da unidade. O episódio se soma aos ataques registrados nas últimas semanas contra refinarias como NORSI, Perm e outras instalações estratégicas do setor energético russo. A continuidade das ofensivas reforça as dificuldades de recuperação da capacidade de refino do país e sustenta as preocupações com a disponibilidade global de diesel, justamente em um momento em que Moscou avalia manter restrições às exportações do combustível para proteger o abastecimento doméstico.

 

Diesel Economics | 25/09/2026