A Petrobras encerrou o primeiro semestre de 2026 com a maior margem de lucro entre as principais petroleiras globais, segundo estudo da Federação Única dos Petroleiros (FUP). A estatal registrou margem de 29,15%, superando concorrentes como a Saudi Aramco (25,48%), Chevron (18,01%) e ExxonMobil (16,33%). No período, o lucro líquido da companhia somou R$ 85,1 bilhões.
Apesar de liderar em rentabilidade, a Petrobras não ocupou a primeira posição em volume absoluto de lucro. Convertido para dólar, o resultado da empresa alcançou US$ 16,6 bilhões, ficando atrás da Saudi Aramco, com US$ 65,4 bilhões, e da ExxonMobil, com US$ 18,7 bilhões. Ainda assim, a estatal brasileira superou empresas como Shell (US$ 15,5 bilhões), Chevron (US$ 14,3 bilhões), TotalEnergies (US$ 11,8 bilhões), BP (US$ 9,5 bilhões) e Equinor (US$ 7,9 bilhões). Segundo a FUP, o desempenho reflete principalmente a elevada eficiência operacional da companhia.
O resultado financeiro foi acompanhado por recordes operacionais. No segundo trimestre de 2026, a produção de petróleo e gás natural da Petrobras atingiu 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, o maior nível da história da empresa. Desse total, cerca de 30% foram destinados ao mercado externo. O refino também alcançou marca histórica, com fator de utilização das refinarias de 101,2%. Os indicadores reforçam o forte desempenho operacional da companhia em um período marcado por preços elevados do petróleo, aumento das exportações e elevada utilização de seus ativos de produção e refino.
Adaptado Diesel Economics | 17/09/2026 | BPMoney