A Petrobras iniciará entre agosto e novembro a manutenção programada de três de suas principais refinarias, RPBC (SP), Replan (SP) e Repar (PR), após adiar as paradas durante o período mais crítico da guerra entre Estados Unidos e Irã para preservar a produção de diesel. As unidades respondem por cerca de 48% da produção de diesel da estatal, que no segundo trimestre operou em níveis recordes, com fator de utilização de 101,2%. A retomada das manutenções ocorre em um momento de maior estabilidade do mercado internacional, permitindo que a companhia execute os serviços sem comprometer o abastecimento nacional.

Para compensar a redução temporária da produção, a Petrobras ampliará as importações de diesel e já formou estoques suficientes para atender o mercado ao menos até setembro. Segundo a companhia, os volumes importados permanecem dentro do padrão histórico e têm como objetivo garantir a continuidade do abastecimento durante as paradas. Especialistas avaliam que não há risco de escassez, embora o cenário internacional siga desafiador devido às restrições impostas pela Rússia às exportações de combustíveis e às elevadas margens globais de refino, que mantêm refinarias operando próximas da capacidade máxima.

O movimento também ocorre em um contexto de forte competitividade do diesel da Petrobras frente ao produto importado. De acordo com a Abicom, o combustível vendido pela estatal permanece entre 53% e 57% mais barato que o diesel de importação, favorecendo a manutenção de preços mais competitivos no mercado interno mesmo com o aumento temporário das compras externas durante o período de manutenção das refinarias.

Adaptado Diesel Economics | 06/08/2026