A produção de petróleo da Rússia voltou a superar 9 milhões de barris por dia em julho, com alta de cerca de 100 mil barris diários em relação ao mês anterior, impulsionada pela recuperação parcial das refinarias atingidas ao longo do primeiro semestre e pelo aumento das exportações. O avanço representa um sinal de estabilização do setor petrolífero russo, que vinha sendo pressionado por sucessivos ataques contra sua infraestrutura energética e por limitações logísticas para escoar a produção.
Esse movimento, porém, passou a ser novamente colocado em risco nesta semana. A Ucrânia lançou uma nova onda de ataques com drones contra refinarias russas, incluindo a unidade de Slavneft-Yanos, uma das maiores do país, e outra instalação na região da Basquíria, localizada a mais de 1.300 quilômetros da linha de frente. A ofensiva demonstra que Kiev mantém como prioridade atingir a capacidade de refino da Rússia, justamente no momento em que Moscou começa a recuperar parte da produção perdida e amplia suas exportações de petróleo.
Se os ataques voltarem a provocar paralisações prolongadas nas refinarias, a recuperação observada em julho poderá perder força nos próximos meses. Embora danos ao refino possam liberar mais petróleo bruto para exportação no curto prazo, interrupções recorrentes dificultam a normalização do setor e mantêm a infraestrutura energética russa sob pressão, prolongando um dos principais eixos econômicos da guerra.
Diesel Economics | 07/08/2026