O governo federal estima arrecadar R$ 67,5 bilhões adicionais em 2026 com a alta do petróleo, valor que supera os cerca de R$ 40 bilhões destinados às medidas de contenção dos preços dos combustíveis adotadas ao longo do ano. A avaliação do Tesouro ganha ainda mais relevância porque o Brasil caminha para registrar um recorde histórico de exportações de petróleo em setembro, sustentado pela produção crescente do pré-sal e pela maior demanda internacional por barris brasileiros em meio às restrições de oferta no Oriente Médio.
Dados da Secex mostram que as exportações de petróleo já somavam 10,1 milhões de toneladas até a quarta semana de setembro e podem superar o recorde mensal de 11 milhões de toneladas, registrado em março de 2023. Além do maior volume exportado, os preços internacionais mais elevados ampliaram significativamente a receita obtida com a commodity. Segundo o Tesouro, o aumento da arrecadação decorre de royalties, participações especiais e do imposto de exportação sobre petróleo criado neste ano, além do próprio avanço do valor exportado pelo país.
Na visão do governo, essa receita extraordinária mais do que compensa o custo dos programas de apoio ao mercado de combustíveis. A conta oficial aponta uma diferença positiva próxima de R$ 27 bilhões entre as receitas adicionais geradas pelo petróleo e os gastos e renúncias fiscais vinculados às medidas de contenção de preços. Dessa forma, o governo sustenta que a manutenção dos subsídios ao diesel e de outras ações emergenciais está sendo financiada, em grande parte, pelos ganhos obtidos com o próprio choque internacional que elevou os preços do petróleo e impulsionou as exportações brasileiras da commodity.
Adaptado Diesel Economics | 01/10/2026 | Veja