A cobrança do imposto de exportação sobre combustíveis arrecadou R$ 3,161 bilhões em julho e acumulou R$ 7,982 bilhões em 2026, segundo dados da Receita Federal. A tributação de 12% sobre as exportações de petróleo bruto foi criada neste ano para compensar perdas de arrecadação associadas aos subsídios aos combustíveis e teve sua vigência prorrogada pelo governo federal por até 60 dias em julho. De acordo com o Fisco, a receita proveniente desse tributo foi um dos fatores não recorrentes que contribuíram para elevar a arrecadação federal no mês.
A arrecadação ocorre paralelamente à manutenção da política de subsídios aos combustíveis. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória nº 1.388, que abre crédito extraordinário de R$ 3,152 bilhões para o Ministério de Minas e Energia custear subvenções à produção e à importação de combustíveis derivados de petróleo. Do total, R$ 2,552 bilhões serão destinados ao diesel rodoviário e R$ 600 milhões a outros derivados. A operacionalização dos pagamentos ficará a cargo da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em continuidade aos programas de auxílio estabelecidos por medidas provisórias anteriores.