O governo federal aprovou o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035, que prevê investimentos de R$ 3,5 trilhões no setor energético brasileiro ao longo da próxima década. Desse total, R$ 2,8 trilhões, o equivalente a 80% dos recursos previstos, deverão ser destinados ao segmento de petróleo e gás natural, enquanto as fontes renováveis deverão receber R$ 374 bilhões. Elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o plano serve de referência para investimentos e políticas públicas no setor.

Segundo o documento, a atividade de exploração e produção de petróleo e gás concentrará R$ 2,6 trilhões dos investimentos previstos até 2035. Já para a matriz elétrica, que deverá manter entre 88% e 94% de participação de fontes renováveis, estão estimados aportes de R$ 596 bilhões, incluindo R$ 117 bilhões para expansão da infraestrutura de transmissão, R$ 115 bilhões para biocombustíveis, R$ 79 bilhões para energia eólica, R$ 54 bilhões para hidrelétricas, R$ 38 bilhões para sistemas de armazenamento em baterias e R$ 36 bilhões para geração solar.

O PDE também projeta forte expansão da micro e minigeração distribuída (MMGD), com investimentos de R$ 106 bilhões e capacidade instalada de 78 GW até 2035, o equivalente a 21,8% da matriz elétrica nacional. Além disso, a EPE estima crescimento médio de 3,3% ao ano no consumo de eletricidade, impulsionado pela expansão da indústria, do consumo residencial e pelo avanço dos data centers, cuja potência instalada deverá saltar de 2,5 GW para 26,3 GW em razão da crescente demanda por inteligência artificial e serviços digitais.

Adaptado Diesel Economics | 06/07/2026