A produção de petróleo da Opep caiu fortemente em abril e atingiu o menor nível em mais de duas décadas, segundo levantamento da Reuters. O cartel reduziu a oferta em 830 mil barris por dia frente a março, totalizando cerca de 20 milhões de barris diários, em meio aos impactos da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel e às restrições no Estreito de Ormuz. O cenário manteve o petróleo em patamares elevados, com o Brent permanecendo durante boa parte do período acima da casa dos US$ 100 por barril.

A queda ocorreu apesar do acordo anterior da Opep+ para elevar a produção em abril. Segundo a Reuters, as dificuldades logísticas e a interrupção parcial dos fluxos em Ormuz inviabilizaram o aumento planejado, afetando principalmente Kuwait, Arábia Saudita e Iraque. O Kuwait registrou a maior retração do grupo devido aos problemas de exportação, enquanto os Emirados Árabes Unidos foram o único grande produtor do Golfo a ampliar a oferta, beneficiados por rotas alternativas que contornam o estreito.

Em relatório divulgado nesta semana, a Opep também reduziu sua projeção para o crescimento da demanda global de petróleo em 2026, citando os efeitos da guerra no Irã e da alta dos preços sobre a economia mundial. A organização passou a prever expansão de cerca de 1,2 milhão de barris por dia no próximo ano, abaixo da estimativa anterior, embora tenha elevado a perspectiva para 2027, apostando em recuperação gradual do consumo após a estabilização do mercado internacional

Diesel Economics | 13/05/2026