A JetBio reformulou seu projeto de biorrefinaria em Paulínia (SP) para produzir tanto SAF (combustível sustentável de aviação) quanto diesel renovável a partir do etanol. A planta utilizará tecnologia da Honeywell UOP e poderá alternar em poucas horas entre a produção máxima de SAF e diesel renovável. A capacidade projetada é de cerca de 770 mil t/ano de SAF ou 700 mil t/ano de diesel renovável, consumindo aproximadamente 1,4 milhão de toneladas de etanol por ano (31 mil bpd equivalentes). O investimento estimado é de US$ 2 bilhões, com decisão final prevista para o 1º trimestre de 2027 e início de operação a partir de meados de 2030.
Como o projeto busca operar em uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE), cerca de 80% da produção deverá ser destinada ao mercado externo, embora a empresa veja forte potencial de demanda no Brasil. Segundo o CEO William Moore, setores como mineração, transporte pesado, agricultura e abastecimento marítimo nos portos de Santos e Paranaguá já demonstraram interesse no diesel renovável. A JetBio destaca que o combustível pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 66% e 100%, dependendo da matéria-prima e da fonte energética empregada no processo.
A empresa argumenta que o diesel renovável pode substituir diretamente o diesel fóssil sem necessidade de adaptações em motores ou infraestrutura de abastecimento, o que pode ser atrativo para um país que ainda importa parte do diesel consumido. Além disso, a JetBio está discutindo modelos de parceria com produtores de etanol, nos quais o combustível renovável seria produzido a partir do etanol fornecido pelos próprios usinas, agregando valor à cadeia sucroenergética.
Adaptado Diesel Economics | 23/10/2026 | Argus